4-3-1-2
Enke (Hannover); Maicon (Internazionale), Piqué (Barcelona), Bruno Alves (Porto) e Cissokho (Lyon); Thiago Motta (Internazionale), Diarra (Real Madrid), Michel Bastos (Lyon); Diego (Juventus); Adebayor (Man City) e Robben (Bayern).
abs
No país onde os safados se dão bem e quem trabalha se ferra? Ou não?
No país onde senadores corruptos saem numa boa porque têm o presidente como refém? Ou não?
Onde escândalos com prova, crime, vítima e testemunha são ignorados? Ou não?
Se não vivemos num País dos Vagabundos, safados e pilantras, como explicar que a Máfia do Apito, que garantiu o título de 2005 ao Corinthians, seja TODA absolvida?
Amanhã talvez consigamos nos olhar no espelho e ver valor no Brasil. Hoje, temos de admitir que o país está na mão deles - dos Vagabundos.
Coloco hoje à disposição dos seletos leitores a avaliação sobre os 20 times que disputam o italiano. Nada de muito aprofundado – só destaques e provável time titular – da liga que certamente mais se empobreceu na temporada. Ainda assim, é um campeonato com um fascínio inequívoco.
Tricampeã (mais o título do tapetão), a Inter não tem ninguém no retrovisor. Ao time que já era francamente superior, agregou a experiência de Lúcio e Eto'o e a agudeza de Diego Milito. É um time que não empolga no campo, mas na Itália, não tem adversários. É preciso ver agora como Mourinho se comportará caso não consiga avançar na Liga dos Campeões – verdadeiro objetivo interista.
(4-3-1-2) Julio Cesar; Maicon, Samuel (Lucio), Chivu e Santon; J Zanetti, Muntari, Thiago Motta; Stankovic; Eto'o e Milito.
Vem de um excelente mercado, onde o dinheiro ajudou a diminuir a distância para a Inter. Felipe Melo chegou para dar espaço para Diego poder jogar. Marchisio deve ser o homem de ligação entre os dois, enquanto o novo técnico Ferrara ainda redesenha seu time. No ataque, opções de sobra, mas ainda é difícil tirar a vaga de Del Piero. Amauri deve virar titular também na seleção.
(4-3-1-2) Buffon; Zebina (Cáceres), Cannavaro, Chiellini e Molinaro; Camoranesi, Felipe Melo e Marchisio; Diego; Amauri e Del Piero (Trezeguet)
Deve ser a temporada mais difícil do Milan nos últimos anos. Tudo gira em torno de Ronaldinho Gaúcho. Se o brasileiro acordar de seu hiato de profissionalismo e jogar o que pode, o Milan luta pelo título. Se for o jogador de showbol da última temporada, a luta é por uma vaga na Copa Uefa. A dupla de ataque Huntelaar-Pato é entusiasmante e as opções no meio-campo não são ruins. Agora, na defesa, a coisa aperta. Mesmo com Nesta sem se machucar, não há laterais (Leonardo reza de joelhos pela chegada de De Silvestri). Onyewu é uma boa contratação, mas levará tempo para se adaptar. Isso para não falar na escolha de goleiro: Roma, Storari ou Abbiati. E olhe que melhorou, porque ainda tinha o Kalac.
(4-3-1-2) Abbiati (Storari); Zambrotta, Nesta, Thiago Silva e Jankulovski; Flamini (Ambrosini), Gattuso e Pirlo; Ronaldinho Gaúcho; Pato e Huntelaar (Borriello).
Vacas magras na casa "Giallorrossa". Sem dinheiro, o time teve de vender Aquilani para segurar De Rossi e no máximo, consegue ter o nada entusiasmante Burdisso como reforço principal. Depois de anos jogando com um 4-2-3-1, pode ser que Luciano Spalletti adote um 4-4-2, com Totti e Vucinic no ataque. De Rossi é o jogador mais relevante do elenco.
(4-4-2) Doni; Motta, Mexés, Juan e Riise; Taddei, De Rossi, Pizarro e Cassetti (Guberti); Totti e Vucinic.
Sentirá a perda de Felipe Melo – sem dúvida – mas a aposta do técnico Prandelli é a de converter os armadores Kuzmanovic e Montolivo em homens de presença no setor. Uma outra possibilidade é a entrada do experiente Cristiano Zanetti na cabeça da área e a ida de Montolivo para a frente. Mutu e Gilardino continuam como termômetro do time.
(4-2-3-1) Frey; Comotto, Gamberini, Natali e Pasqual; Kuzmanovic e Montolivo (Zanetti); Marchionni, Mutu (Montolivo), Vargas (Mutu); Gilardino.
Melhor "comprador" do mercado de verão. Ganhou um excelente goleiro (De Sanctis), completou a defesa com um lateral-zagueiro de qualidade (Campagnaro), melhorou a qualidade no meio-campo com a chegada de Cigarini e passou a ter um candidato a ídolo, o napolitano Quagliarella, que com Lavezzi, rivalizará com Cassano e Pazzini pelo posto de melhor dupla de ataque do torneio. Começa a temporada jogando com três zagueiros, mas tem tudo para assumir uma defesa a quatro. Risco mesmo só para o técnico Donadoni, que precisa de resultados imediatos.
(3-5-2) De Sanctis; Campagnaro, Cannavaro e Contini; Maggio, Gargano, Cigarini, Hamsik e Zuñiga; Quagliarella e Lavezzi.
Time que melhor vem gerenciando suas contas nas últimas temporadas, a Lazio parte para mais um campeonato sem grande investimento, mas com um treinador – Davide Ballardini – que foi muito bem em seus dois últimos clubes. A chegada do português Eliseu sugere mais jogadas pela lateral, mas com forte marcação, enquanto Julio Cruz deve manter seu perfil de fazer gols com "low profile". Prováveis as saídas de Pandev e De Silvestri, que de fato seriam sentidas.
(4-4-2) Muslera; Lichtsteiner, Siviglia, Diakité e Kolarov; Eliseu, Brocchi, Ledesma e Foggia; Rocchi (Julio Cruz) e Zárate.
Tem tudo para participar da sua primeira Liga dos Campeões na temporada que vem. Com o enfraquecimento de Roma e Milan, o Genoa – bem reforçado – ganha também pelo entrosamento de seu time. No gol, o excelente Amelia deve finalmente jogar num time regular. Kharja e Zapater suprem com folga a saída de Thiago Motta e no ataque, o técnico gasperini manteve o trio ofensivo, substituindo Milito por Crespo e ainda apostando em Palacio – a grande incógnita.
(3-4-3) Amelia; Papasthopoulos, Bochetti e Moretti (Tomovic); Rossi, Kharja, Zapater e Criscito; Palacio (Floccari), Crespo e Palladino.
A troca de treinador (sai Del Neri, entra Angelo Gregucci) não deve mudar o padrão atalantino. Taticamente, é a mesma coisa, com o 4-4-1-1 feito para Cristiano Doni poder comandar o time. Os alas Padoin e Adriano Ferreira Pinto dão empuxo lateral e o excelente Acquafresca deve ter uma temporada de 10-15 gols no mínimo.
(4-4-1-1) Consigli; Garics, Talamonti, Manfredini e Bellini; Adriano F., Barreto, Guarente e Padoin; Doni, Acquafresca.
Recém-promovido, o clube da Puglia deve fazer boas contratações em janeiro, quando a grana do novo dono norte-americano deve entrar de fato. Mesmo assim, com as chegadas de Almirón no meio-campo e Andreolli na defesa, o Bari já ganha bastante. O 4-4-2 tradicional de Giampiero Ventura, com Alvarez e Langella dando profundidade às jogadas pelas alas terão em Barreto e Kutuzov dois homens de velocidade no ataque. Um homem de mais presença no ataque faria bem ao elenco.
(4-4-2) Gillet; Masiello (Andreolli), Rannocchia, Bonucci e Parisi; Alvarez, Alegretti, Almirón e Langella; Kutuzov e Barreto.
Ainda frustrado pela não-venda do clube para um milionário albanês, o Bologna precisa de um início melhor para garantir a vida mais fácil nas rodadas finais. A saída do volante Volpi é uma perda, mas as contratações do goleiro Viviano e dos meiocampistas Guana e Tedesco compensam a perda. Os bolonheses serão um dos poucos – senão o único – time a jogar com três zagueiros na liga, o que marca a fase de "baixa" do futebol italiano, que tem no esquema uma de suas marcas.
(3-5-2) Viviano; Moras, Britos e Portanova; Valiani, Mudingayi, Guana, Tedesco e Bombardini; Osvaldo e Di Vaio.
Na última Série A, o técnico Allegri surpreendeu mantendo na divisão máxima um time sem estrelas. Nesta temporada, precisará dobrar o milagre, tendo perdido nomes importantes como Fini e Acquafresca. A chegada do campeão mundial Barone para o meio-campo é um alento e a adaptação do brasileiro Nenê, destaque no último campeonato português, dirá quais são as verdadeiras chances cagliaritanas na temporada.
(4-3-1-2) Marchetti; Pisano, Lopez, Canini e Agostini; Biondini, Conti e Barone; Cossu; Nenê e Jeda.
Fez duas excelentes contratações no goleiro Andujar e no mediano Delvecchio, mas terá no técnico Atzori um estreante na Série A. O japonês Morimoto mereceria um time melhor e já fez grande torneio na temporada passada. O time perdeu em experiência, mas ainda há qualidade técnica.
(4-3-3) Andujar; Potenza, Spolli, Silvestre e Capuano; Biagianti (Ricchiuti), Carbone e Delvecchio; Martinez, Morimoto e Mascara.
Tem tudo para fazer um torneio mais calmo que o ano passado. O técnico Di Carlo manteve sua base e só o leccese Ariatti chega para entrar no time titular. É um time solidário onde nenhum jogador se destaca sobre os demais, mas apresenta um bom futebol. Luciano e Pinzi no meio-campo garantem experiência para o ótimo Pelissier deixar seus gols.
(4-3-1-2) Sorrentino; Frey, Morero, Yepes e Mantovani; Luciano, Rigoni, Ariatti; Pinci; Bogdani e Pelissier.
Não fosse o retorno de Cristiano Lucarelli, já estaria rebaixado. O capitão "amaranto" não é um gênio, mas no Livorno, redobra as forças. O reforço do experiente lateral Pieri melhora a defesa, mas Perticone ainda precisa se provar na Série A. Candreva e Diamanti podem ser gratas surpresas, se não se afobarem.
(4-3-1-2) De Lucia; Raimondi, Perticone, Miglionico e Pieri; Pulzetti, Candreva e Bergvold; Diamanti; Tavano e Lucarelli.
O novo técnico Walter Zenga fala em "scudetto", mas é bravata de bravateiro. Um bom time? Possivelmente, com o ótimo Kjaer no meio da zaga e uma das maiores promessas do campeonato, o argentino Pastore, no comando do ataque. Ataque, aliás, que com Miccoli e Cavani, pode fazer muito bem, especialmente se Pastore se inserir rápido.
(4-3-1-2) Rubinho; Cassani, Kjaer, Bovo (Goian) e Balzaretti; Migliaccio, Nocerino e Bertolo; Pastore; Miccoli e Cavani.
Bem promissor o time de Guidolin, que assim como Del Neri, deve manter-se fiel ás suas predileções táticas. Baricentro baixo, com um regista à frente da defesa (Morrone), meio-campo forte fisicamente (Mariga e Galloppa). A mudança vem no ataque, onde também Guidolin aderiu ao trio ofensivo. Bojinov, "Flop" total no Manchester City, deve renascer tendo Paloschi, herdeiro de Pippo Inzaghi na Itália, como referência na área.
(4-3-3) Mirante; Zenoni, Pannucci, Paci e Castellini; Morrone, Mariga e Galloppa; Bojinov, Paloschi e Biabany.
Muito forte, deve melhorar ainda mais seu jogo no 4-4-2 de toque de bola de Luigi Del Neri. Os ingredientes prediletos do técnico, gestores de meio-campo (Palmobo e Sammarco), externos que apóiam (Mannini, Semioli e Padalino) e uma dupla de ataque com um centroavante e um jogador de mobilidade, estão todos aí. Atenção à dupla Pazzini-Cassano, que pode ser a "coppia" do campeonato.
(4-4-2) Castelazzi (Fiorillo); Stankevicius, Lucchini, Gastaldello e Zauri; Padalino (Semioli), Palombo, Sammarco e Mannini; Cassano e Pazzini.
Terá um ano difícil para se manter na Série A. Muitas cessões, entre elas algumas fundamentais como Kharja e Zuñiga. O bom técnico Giampaolo levou o experiente Fini para a Toscana para jogar adiantado, mas não se engane: ao invés de um terceiro atacante,a idéia é a de um homem para comandar a marcação na saída de bola. Paolucci é um jogador com potencial no ataque.
(4-3-3) Curci; Rossettini, Terzi, Brandão e Del Grosso; Vergassola, Codrea e Parravicini (Ekdal); Fini, Paolucci e Maccarone (Corvia)
Discreta no mercado, como sempre, mas também atenta e de olho nas contas. Venceu jogadores importantes como Quagliarella e Tissone, mas manteve praticamente todo o resto do time. Deve manter o 4-3-3 que teve no ano passado, com Floro Flores no comando do ataque e a excelente dupla Inler-D'Agostino no meio.
(4-3-3) Handanovic; Isla, Zapata, Felipe e Pasquale; Inler, D'Agostino e Obodo; Pepe. F. Flores e Di Natale.
"A torcida não pode ter medo, tem que ir pro pau", disse o cartola. "Quem tem medo de Jason é criança de cueiro".
Sinceramente, depois das demonstrações que Luiz Gonzaga Belluzzo tinha dado de ser um cartola diferente, fiquei decepcionado com a falta de responsabilidade que ele mostrou a falar a frase acima. É digna de um Andrès Sanchez ou de um Marcelo Teixeira.
Me parece que perder para o Corinthians não é o fim do mundo, mas na situação em que o jogo entre Colorado e Corinthians ocorreu ontem, de fato rola uma caça às bruxas. Assim como acho que o Palmeiras também não pode se queixar da arbitragem na derrota para o Coritiba, ainda que de fato que Muricy tenha razão em reclamar do pênalti. Afinal, se Palmeiras e Inter tivessem jogado de modo tão superior aos seus rivais, notoriamente mais fracos, não teriam conseguido ganhar com folga? O Inter bobeou FEIO em perder Muricy e o técnico igualmente em ir para um Palmeiras que, apesar de com um presidente "diferenciado" (para usar um termo que os sãopaulinos adoram para se referir a si mesmos), é um rival visceral de um clube que já está identificado com ele.
Alguns personagens, por causa de seu caráter, merecem e acabam ganhando nossa torcida independentemente do clube que defendam. Por exemplo: Muricy Ramalho, pela sua integridade, é merecedor de meu respeito, desde o Inter-RS até sua atual estada no Palmeiras. É um cara grosso, sem modos? Não sei. Sei que ele parece ter palavra e honestidade e isso para mim conta mais.
Um outro cara cujo "renascimento" me deixa muito feliz é o de Richarlysson. O volante é um dos melhores jogadores em atividade no Brasil. Bom em quase todos os fundamentos, versátil e forte fisicamente, precisa só melhorar a colocação tática para poder jogar em qualquer grande da Europa. Mesmo assim, parte da torcida do São Paulo, o vaia porque supostamente ele seria homossexual. Vaia que as torcidas rivais também dispensam a ele, como se a preferência sexual de uma pessoa definisse seu caráter, competência, etc.
Instintivamente, a palavra "animais" me vem à cabeça para definir as pessoas dessa parte da torcida. Mas é um erro. Animais têm uma nobreza de todos os elementos da natureza, não são covardes (por exemplo, não passam a ser muito corajosos em bandos e medrosos de enfrentar problemas sozinhos) e quase invariavelmente têm um sentido de gratidão latente.
Richarlysson, por agüentar a pressão desumana à qual é submetido por parte desses criminosos (discriminação é um crime previsto em lei e se os machões das arquibancadas não fossem um bando de covardes, fariam suas ofensas em público e pagariam para ver), é um herói. Além de não se deixar derrubar por causa das frustrações sexuais mal resolvidas e pelos preconceitos de meia dúzia de vagabundos, ainda está voltando a jogar bem. Ele está se demonstrando um homem com "H" maiúsculo, capaz de agüentar abuso vindo de alguém que não tem coragem de se expor. Se 10% das pessoas tivessem os colhões que tem o jogador sãopaulino, o mundo seria um lugar bem melhor para se viver.
...excelente o post do Cosme Rímoli a respeito do assunto. Assino embaixo. E são sintomáticas as informações que ele dá sobre a postura da torcida organizada que ataca o jogador.
O diário italiano Il Sole trouxe nesta quinta uma matéria que indica que a campeã italiana das finanças é uma equipe grande com bem menos apelo e glamour que as poderosas Milan, Inter e Juventus. A Lazio, soterrada em débitos pela gestão de Sergio Cragnotti e da multinacional de alimentos Cirio. Fechou o último exercício com um ativo de €28 milhões (cerca de R$ 72 milhões). O Napoli também fechou em ativo de cerca de R$ 50 milhões e as duas esquedras celestes do centro sul italiano foram as únicas duas que não tiveram prejuízo.
"E por que é importante prestar atenção nisso?", poderia perguntar o torcedor de um time brasileiro? Bem, porque com uma dívida global de mais de €2 bilhões (R$5.2 bi), onde MIlan, Juve e Inter devem quase metade, esses números são relevantes para você imaginar quem é que vai vir fazer aquela proposta "irrecusável" pelo melhor jogador do seu time nas fases agudas do campeonato.